CDC libera recomendações para prevenir a transmissão sexual do Zika vírus

O CDC comprometeu-se a divulgar as informações mais recentes sobre o Zika vírus assim que elas se tornem disponíveis. Em 5 de fevereiro de 2016, o CDC publicou instruções provisórias para proteger as pessoas da transmissão sexual do Zika vírus. Essas recomendações foram divulgadas após confirmação laboratorial do primeiro caso nos Estados Unidos continentais de uma pessoa infectada pelo Zika vírus sem ter viajado, que foi relacionada a contato sexual com um parceiro infectado.

O CDC e as secretarias estaduais de saúde pública agora estão investigando 14 novos relatos de possível transmissão do Zika vírus por contato sexual, vários deles envolvendo mulheres grávidas. Em dois dos novos casos com suspeita de transmissão sexual, a infecção pelo Zika vírus foi confirmada em mulheres cujo único fator de risco conhecido foi o contato sexual com um parceiro doente que tinha viajado recentemente para uma região onde há propagação local do Zika vírus; os resultados dos exames dos parceiros ainda não foram liberados. Para outros quatro casos de suspeita de transmissão sexual, a evidência preliminar de laboratório (exame de anticorpos IgM) está disponível para as mulheres, mas os testes confirmatórios ainda não foram liberados. Os outros oito casos suspeitos estão sendo investigados. Em todos os casos para os quais há informações disponíveis, os viajantes eram homens que apresentaram sintomas duas semanas antes da parceira que não viajou. Assim como nos casos de transmissão sexual relatados anteriormente, esses casos envolvem possível transmissão do vírus dos homens para suas parceiras sexuais. No momento, não há evidência de que as mulheres possam transmitir o vírus da Zika para seus parceiros sexuais; contudo, mais pesquisa é necessária para esclarecer essa questão.

Embora a transmissão do vírus possa se dar por contato sexual, a picada do mosquito Aedes aegypti é a principal forma de transmissão do vírus. Como atualmente não existe vacina nem tratamento para a Zika, a melhor maneira de prevenir a infecção pelo Zika vírus é evitar as picadas de mosquitos.

Como esses novos relatos sugerem que o contato sexual pode ser um meio mais provável de transmissão do Zika vírus do que se pensava anteriormente, o CDC divulgou hoje uma Nota de Alerta em Saúde (HAN) para ressaltar a importância das recomendações provisórias publicadas em 5 de fevereiro, que incluem:

Recomendações para mulheres grávidas e homens com parceiras sexuais grávidas que residem ou viajaram para regiões afetadas pelo vírus da Zika:

  • Mulheres grávidas e seus parceiros devem discutir sobre possíveis exposições do parceiro e história de doença semelhante à Zika com o profissional de saúde que faz o acompanhamento da mulher grávida (http://www.cdc.gov/zika/symptoms/). Os profissionais de saúde devem consultar as recomendações do CDC para avaliação e teste de mulheres grávidas.
  • Homens com parceira sexual grávida que residam ou tenham viajado para regiões de transmissão ativa do Zika, devem usar preservativos da maneira correta em todas as relações sexuais (vaginais, anais ou orais) com suas parceiras grávidas, ou se abster da atividade sexual durante a gravidez. O uso correto do preservativo de látex em todas as relações reduz o risco de transmissão sexual de muitas infecções, inclusive daquelas causadas por outros vírus.

Recomendações para mulheres que não estão grávidas e homens com parceiras sexuais não grávidas que residam ou tenham viajado para regiões afetadas pelo vírus da Zika:

  • Casais que estejam preocupados com a transmissão sexual do vírus da Zika porque o parceiro do sexo masculino viajou para região de transmissão ativa do Zika vírus, ou que nelas residam podem considerar o uso de preservativos da maneira correta em todas as relações sexuais ou se abster da atividade sexual.
  • Os casais podem considerar diversos fatores ao tomar a decisão complexa e pessoal de usar preservativos ou não fazer sexo:
    • A doença causada pelo Zika vírus é normalmente leve. Estima-se que 4 de cada 5 pessoas infectadas não apresentem sintomas; quando os sintomas ocorrem, eles podem durar de alguns dias a uma semana.
    • O risco de infecção por Zika depende de quando e por quanto tempo uma pessoa ficou exposta aos mosquitos infectados e das medidas adotadas para evitar as picadas de mosquitos durante sua permanência em uma região afetada.
  • A ciência não é clara sobre por quanto tempo o risco deve ser evitado. Estão sendo realizadas pesquisas para responder essa questão o mais rápido possível. Se você estiver tentando engravidar, procure fazer exames e conversar sobre isso com o seu médico.

Essas investigações são preliminares, e o CDC continuará a atualizar suas recomendações à medida que mais informações se tornem disponíveis.