Embaixada dos EUA reconhece mulheres brasileiras de destaque em suas comunidades     

Sete mulheres são reconhecidas pelo impacto que vêm gerando transformações estruturais na sociedade  

Brasília, 31 de março de 2021: Para comemorar o mês das mulheres, a Embaixada e os Consulados dos Estados Unidos anunciam hoje (31) os nomes das sete mulheres brasileiras reconhecidas pelo prêmio Brazilian Women Making a Difference (Mulheres Brasileiras que Fazem a Diferença) de 2021. São mulheres que se destacam em sua área de atuação a ponto de chamar a atenção no cenário brasileiro. Suas vozes tem ecoado forte, longe e gerando transformações estruturais na sociedade. De formas diretas e indiretas, a ousadia e o pioneirismo em diversas frentes repercutem a experiência, a força e a criatividade de mulheres que, dentro e à frente do seu tempo, percorrem os dias transformando o Brasil.

“Queremos reconhecer as importantes contribuições destas sete mulheres excepcionais, cujas ideias, trabalho duro e inovações estão fazendo a diferença em todo o Brasil. Cada uma delas tem enfrentado desafios, seja pesquisando a covid-19, trabalhando para tornar as comunidades mais seguras, combatendo a violência de gênero, ou protegendo os direitos dos indígenas. Mas, apesar de tudo isso, elas perseveraram, superaram seus desafios, e agora servem de inspiração para todos nós”, ressalta o embaixador dos EUA para o Brasil, Todd Chapman.

O reconhecimento da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil é direcionado a mulheres que estão causando um impacto positivo em suas sociedades e servindo como forças de inspiração para seus concidadãos. As vencedoras trabalham de inúmeras maneiras na influência dentro da sociedade em que vivem, com pautas que vão desde econômica e ambientais a engajamento cívico e avanço da inclusão e dos direitos de migrantes e refugiados, minorias religiosas e étnicas, comunidades indígenas, mulheres com deficiência e outros grupos historicamente marginalizados.

São elas:

Dra. Cristina Castro, professora de Empreendedorismo e Inovação da Universidade de Brasília e Fundadora do Instituto Glória

Uma batalhadora incansável no combate à violência contra mulheres e meninas no mundo, Dra. Cristina Castro é a idealizadora e CEO do Instituto Gloria que em 2020 impactou positivamente mais de 100 mil pessoas somente no Brasil. Professora da Universidade de Brasília na área de empreendedorismo, inovação, marcas e patentes. Coordenadora da Pós-Graduação em Biotecnologia e Biodiversidade da Universidade de Brasília. Embaixadora no Brasil do WEAmericas (Programa do Departamento de Estado Americano focado em empoderamento feminino). Atualmente atua como Vice-presidente da Rede WEAmericas; Embaixadora da WEDO Brazil (Women’s Entrepreneurship Day Organization). É também membro da curadoria da revista MIT Sloan Review Brasil. Autora de diversos livros/capítulos sobre empreendedorismo e inovação, Cristina acredita no poder da educação e vem também transformando a vida de meninas da rede pública por meio de programas de autoconhecimento e formação de habilidades para o Século XXI, como STEAM Power for Girls, realizado em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos e a IBM-Brasil e vários outras iniciativas em parceria com organizações nacionais e internacionais.

Telma Marques da Silva, Coordenadora Geral da União das Mulheres Indígenas da Amazônia e Secretária de Assuntos da Mulher no Conselho Indígena de Roraima 
Referência na luta pelos direitos indígenas, Telma está entre as primeiras mulheres do povo Taurepang e de sua comunidade a ascender à uma posição de liderança. Ela é uma importante voz dentre os povos indígenas de toda a Amazônia brasileira para temas relacionados a direitos e bem-estar indígena, demarcação de terras e conservação ambiental. Telma está trabalhando com parceiros públicos, privados e a sociedade civil organizada para ampliar a proteção aos direitos indígenas, sua história, tradições, cultura e territórios. Ela é uma Mulher Brasileira que Faz a Diferença.

Elza Paulina de Souza, Secretária de Segurança Urbana da Cidade de São Paulo e ex-Comandante da Guarda Civil Metropolitana
Elza Paulina de Souza nasceu em Marília, no interior de São Paulo, e é a primeira mulher a ocupar o cargo de Secretária de Segurança Pública da Prefeitura de São Paulo. Elza ingressou na Guarda Civil Metropolitana de São Paulo (GCM-SP) em 1986, fazendo parte da primeira turma de oficiais mulheres da GCM, tendo ocupado diversos cargos de liderança ao longo de sua carreira até chegar ao cargo de Comandante-Geral. Elza desempenhou um relevante papel no programa Guardiã Maria da Penha, da GCM-SP, que já atendeu mais de 3.500 mulheres desde a sua criação em maio de 2014. Em sua função atual como Secretária de Segurança Urbana da capital paulistana, ela é responsável pela segurança urbana, e sob seu comando está a GCM, a Defesa Civil, e a Operação Delegada, além de estar também fortemente engajada no combate à pandemia na cidade de São Paulo.

Dra. Jaqueline Goes de Jesus,  pesquisadora pós-doutoranda pelo Instituto de Medicina Tropical da USP

Biomédica, pesquisadora, professora e pós-doutoranda, a Dra. Jaqueline co-coordenou a equipe que em 2020 sequenciou os primeiros genomas do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no Brasil, em um tempo recorde de 48 horas após o recebimento das amostras do primeiro paciente brasileiro infectado. A Dra. Goes também conduziu importantes pesquisas nas áreas de virologia do HIV, dengue, chicungunha e febre amarela, e, por suas valiosas contribuições, já recebeu reconhecimento nacional e internacional. Nascida e criada na Bahia, e doutora formada pela Universidade Federal da Bahia, a Dra. Jaqueline Goes está atualmente de licença de sua função de professora na Universidade de São Paulo para que possa completar seu pós-doutorado no Reino Unido.

Dra. Ana Maria Baptista Menezes; médica, epidemiologista e professora de medicina
Dra. Ana Maria Baptista Menezes é médica epidemiologista, professora Emérita da Universidade Federal de Pelotas, tem mais de 400 artigos publicados e é referenciada pela comunidade científica. Atualmente, ela é integrante da equipe Epicovid19-BR, que lidera o estudo que investiga o curso de SARS-CoV-2 no Brasil. Como tantas outras pesquisas nas quais Dra. Ana Maria teve papel de destaque, o presente estudo contribui para a formulação das políticas públicas de saúde.

Dra. Regina Célia Almeida, Vice-Presidente do Instituto Maria da Penha
Regina Célia Almeida é co-fundadora, vice-Presidente e diretora pedagógica do Instituto Maria da Penha. Regina é bacharel em Filosofia, mestre em Ciência Política e doutora em Direito, Justiça e Cidadania para o século XXI na Universidade de Coimbra, em Portugal. Ela é professora universitária há 24 anos. Ela é membro da Academia Brasileira de Ciências Criminais (ABCCrim) e autora do Programa Defensores dos Direitos da Cidadania. Em 2009, Regina Célia fez uma parceria com a residente de Fortaleza e vítima de violência doméstica Maria da Penha para fundar o Instituto Maria da Penha, uma organização sem fins lucrativos que busca aumentar a conscientização dos direitos das mulheres e combater a violência de gênero através da educação. O Instituto treina pessoas para se tornarem defensoras dos direitos humanos e apoia residentes de bairros de baixa renda, profissionais que prestam tratamento a mulheres, profissionais do direito, universidades e empresas. A lei brasileira que criminaliza a violência doméstica tem o nome de Maria da Penha. Regina Célia foi uma IVLP em 2012.

Dra. Ana Paula Salles Moura Fernandes, Professora e Pesquisadora do Centro de Tecnologia em Vacinas e Diagnóstico da Universidade Federal de Minas Gerais
Ana Paula Salles Moura Fernandes é professora titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisadora nível I do CNPq e do Centro de Tecnologia em Vacinas e Diagnóstico da UFMG, CT Vacinas. A Dra. Fernandes tem dedicado sua carreira à pesquisa de doenças ‘negligenciadas’ que afetam populações vulneráveis, incluindo leishmaniose, para qual o seu trabalho levou ao desenvolvimento de vacinas, tratamento e testes diagnósticos. Antes mesmo da COVID-19 ser detectada no Brasil, ela se envolveu em pesquisas para que o Brasil aumentasse sua capacidade de resposta à pandemia. Desde fevereiro de 2020, a Dra. Fernandes coordena uma rede de pesquisas em diagnósticos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e nesta função liderou o desenvolvimento de testes de diagnóstico nacionais para a COVID-19. Junto com a equipe no CT Vacinas, desenvolveu uma vacina brasileira para COVID-19, usando tecnologia nacional.

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