Especialista dos EUA Discute a Geopolítica da Energia em Salvador e no Rio de Janeiro

Especialista Paul Isbell em suas apresentações no CEBRI, ACRJ, ANP e IE/UFRJ.
Especialista Paul Isbell em suas apresentações no CEBRI, ACRJ, ANP e IE/UFRJ.

Entre 11 e 13 de agosto, 2014, Paul IsbellCAF Energy Fellow do Centro de Relações Transatlânticas, Johns Hopkins University-SAIS, visitou as cidades de Salvador e do Rio de Janeiro, onde participou de um programa sobre A Geopolítica da Energia.  O programa teve início no dia 11 de agosto, em Salvador, Bahia, onde o Prof. Isbell fez uma visita guiada ao Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia do Serviço Nacional da Indústria (SENAI-CIMATEC), um centro de pesquisa e educação focado em tecnologia aplicada para a indústria.  Ele conheceu o projeto de robótica para o pré-sal e participou de uma reunião com autoridades do governo da Bahia, executivos do setor privado e pesquisadores do SENAI-CIMATEC.  Após a visita, o Prof. Isbell participou de um almoço oferecido em sua homenagem pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).  À tarde, o Prof. Isbell proferiu a palestra da conferência “A Geopolítica da Energia”, na FIEB.  O Presidente da FIEB, Carlos Gilberto Farias, abriu o evento, e a Adida Cultural do Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro, Jessica Simon, apresentou o palestrante.  O Secretário de Estado da Bahia para a Indústria Naval e Portuária, Carlos, Costa, participou da conferência.

Na manhã do dia 12 de Agosto, o Prof. Isbell deu uma entrevista à Revista mensal “Brasil Energia”, a ser publicada no número de setembro da revista.  Ele então almoçou com o Cônsul Geral dos EUA no Rio de Janeiro, John Creamer, com quem discutiu a política externa dos EUA em energia.  À tarde, o Prof. Isbell proferiu a palestra magna do seminário “Energia e Geopolítica:  Os Impactos da Segurança Energética nas Relações Internacionais”, organizado pelo Consulado em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).  O Diretor da Seção de Imprensa, Educação e Cultura do Consulado, Mark Stroh, abriu o programa com o Presidente da ACRJ, Antenor Barros Leal, e o Embaixador José Botafogo Gonçalves do CEBRI.  Outro palestrantes incluíram Helder Queiroz, Diretor da Agência Brasileira de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e o Prof. Adilson Oliveira, Diretor do ColégioEscola Brasileiro de Altos Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Especialista Paul Isbell em suas apresentações no SENAI-CIMATEC e na FIEB.
Especialista Paul Isbell em suas apresentações no SENAI-CIMATEC e na FIEB.

No dia 13 de Agosto, o Prof. Isbell participou de uma reunião fechada no CEBRI, com o Cônsul Geral dos EUA John Creamer e participantes da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Petrobras, Eletrobras, Associação Comercial do Rio de Janeiro e CEBRI.  À tarde, ele proferiu a palestra da mesa redonda “A Geopolítica da Energia”, organizada pelo Grupo de Economia da Energia do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ).

Em seus diversos programas na Bahia e no Rio de Janeiro, Isbell dialogou com públicos amplos e diversificados, num total de, aproximadamente, 500 pessoas.  Suas plateias incluíram autoridades dos governos federal e estaduais, reguladores, diplomatas, empresários, executivos, consultores, advogados, pesquisadores em energia, especialistas em petróleo e gás, jornalistas, acadêmicos, e professores e alunos de graduação e pós-graduação em economia, relações internacionais, administração e direito.  Além da entrevista para s “Brasil Energia”, a cobertura de imprensa incluiu uma nota sobre o seminário “Energia e Geopolítica” na ACRJ, publicada pelo jornal O Globo.  No Rio de Janeiro, o Prof. Isbell também discutiu temas de energia com o correspondente local do Wall Street Journal.

Em suas apresentações e entrevistas de imprensa, Isbell discutiu o caráter único da matriz energética brasileira atual e as implicações geopolíticas da revolução do shale nos EUA.  Numa abordagem verdadeiramente inovadora, ele sugeriu que uma nova interpretação do mapa mundial poderia trazer consigo uma melhor compreensão da geopolítica da energia atual.  Ele mostrou um vasto número de gráficos para apoiar seu ponto de vista de que, enquanto o centro de gravidade da demanda de energia transferiu-se para o leste, para a Ásia, o centro de gravidade do fornecimento de energia está rapidamente sendo transferido do Oriente Médio e da Rússia para a Bacia do Atlântico.  Segundo ele, a Bacia do Atlântico é não apenas a região onde a ampla maioria das recentes descobertas offshore de combustíveis fósseis teve lugar.  É também a região do mundo com as maiores reservas de shale e, ao mesmo tempo, concentra os principais investimentos em fontes de energia renováveis, com “baixo teor de carbono”.  Em conclusão o Prof. Isbell sugeriu que o Brasil e os Estados Unidos deveriam utilizar o Diálogo Estratégico Brasil-Estados Unidos sobre Energia como uma plataforma para, juntos, liderarem uma transformação para além da abordagem mais tradicional da geopolítica, no sentido da exploração das possibilidades únicas de cooperação energética e governança transnacional hoje apresentadas pela Bacia do Atlântico.