Especialistas de EUA, Brasil, Reino Unido, Argentina e Uruguai debatem influência da imigração no mundo contemporâneo

 

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Autoridades reunidas na abertura do Seminário Internacional: museu, migrações e identidades
Autoridades reunidas na abertura do Seminário Internacional: museu, migrações e identidades

100 pessoas participaram na semana passada do “Seminário Internacional: museu, migrações e identidades” que aconteceu no Museu da Imigração do Estado de São Paulo, com participação de instituições de Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Argentina e Uruguai para debater as influências dos movimentos migratórios no mundo contemporâneo. O evento fez parte das atividades para a abertura da exposição “Retratos Imigrantes”, fruto do intercâmbio entre os museus de imigração de São Paulo e Nova Iorque (Ellis Island).

O encontro foi o primeiro em São Paulo voltado ao tema e abordou o cenário latino-americano dos museus de imigração, as hospedarias de imigrantes e  como  esses aspectos dialogam com as realidades atuais. O grupo também discutiu trabalhos de organizações paulistas que abrangem as diásporas indígenas, africanas e judaicas, mostrando o papel do museu na discussão das identidades no estado. Participaram especialistas de referência internacional como Diana Pardue, do Ellis Island Immigration Museum (Nova Iorque, EUA); Julia Cort, do Horniman Museum and Garden (Londres, Inglaterra); Diana Wechsler, do Museo Nacional de la Inmigración (Buenos Aires, Argentina); Irene Cabrera, do Museo de las Migraciones (Montevidéu, Uruguai). Do Brasil, participaram o professor Dr. Odair Paiva (Unifesp); Luis Resnik (Centro de Memória da Imigração Ilhas das Flores); Maria Cristina de Oliveira Bruno (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP); Ana Lucia Lopes (Museu Afro-Brasil); Roberta Sundfeld (Museu Judaico); Dilney Cunha (Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville) e Sidney Tartuiga (Museu de Favela).

O diretor de Educação, Imprensa e Cultura do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, Rakesh Surampudi, participou da cerimônia de abertura, que aconteceu no dia 26 de março, e comparou as histórias de Estados Unidos e Brasil: “A história da imigração de nossos países é bastante parecida. São dois países que, por causa de nossos imigrantes, se tornaram democracias multiculturais que hoje lideram o hemisfério ocidental.” A iniciativa foi uma realização do Museu da Imigração do Estado de São Paulo, em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e apoio do British Council e do Consulado Geral da República Argentina.

A exposição “Retratos Imigrantes” já está aberta ao público e é composta por 15 imagens do acervo do Museu da Imigração do Estado de São Paulo e por 35 retratos de Augustus F. Sherman (1865-1925), que trabalhou como funcionário administrativo da hospedaria de imigrantes de Nova Iorque em Ellis Island. As fotografias de Sherman refletem a diversidade étnica, cultural e econômica dos imigrantes recém-chegados aos Estados Unidos. A exposição fica no Brasil até 6 de setembro. Os museus também organizarão uma exposição similar em Ellis Island, com abertura prevista para 2 de maio, permanecendo aberta para visitação até 30 de setembro. O Museu de Ellis Island prevê receber cerca de 250 mil pessoas para a mostra e terá 35 fotos do Museu de São Paulo e 15 de Sherman.