‘Momento histórico’ na resposta global a fim de combater o HIV/Aids

Pela primeira vez na história moderna, o mundo tem a oportunidade de “mudar o curso da pandemia de HIV. Na realidade, isso será possível ao controlar o vírus sem que haja uma vacina ou uma cura”, de acordo com o mais recente relatório dos EUA sobre o combate ao HIV/Aids.

“Queremos olhar para trás e reconhecer que foi aqui, neste momento, que nosso foco acelerado resultou em um mundo sem HIV/Aids”, disse o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, ao divulgar a Estratégia para Acelerar o Controle da Epidemia de HIV/Aids (2017-2020)* do Plano de Emergência do Presidente para Combate à Aids (Pepfar).

A notícia chega antes do Dia Mundial da Aids, comemorado em 1º de dezembro, quando a comunidade global se dedica a ajudar aqueles que vivem com o HIV ou estão em risco de contrair o vírus, além de apoiar cuidadores, famílias, amigos e comunidades que os apoiam.

Cinco países africanos — Malawi, Suazilândia, Uganda, Zâmbia e Zimbábue — estão agora perto de controlar a epidemia de HIV, de acordo com o relatório do Pepfar. Alcançar o controle pressupõe que, se as pessoas soropositivas forem testadas no início da infecção e iniciarem imediatamente o tratamento, o vírus será suprimido da corrente sanguínea e isso diminuirá a transmissão subsequente de HIV na população.

Não muito tempo atrás, isso poderia parecer impossível nesses países.

Modelo ‘90-90-90’

A última estratégia do Pepfar foca em 13 países que possuem a maioria das comunidades vulneráveis ​​ao HIV/Aids e que têm o potencial de controlar o HIV até 2020: Botsuana, Costa do Marfim, Haiti, Quênia, Lesoto, Malawi, Namíbia, Ruanda, Suazilândia, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbábue.

Os EUA, através do Pepfar, trabalharão com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids a fim de atingir até 2020 o que é chamado de modelo 90-90-90:

90% das pessoas infectadas pelo HIV serão diagnosticadas.

90% das pessoas diagnosticadas estarão em tratamento antirretroviral.

90% das pessoas que receberem medicamentos antirretrovirais terão o vírus suprimido.

O Pepfar também continuará investindo em mais de 50 países para manter testes e tratamento que salvam vidas e aumentar os serviços voltados para crianças que perderam o pai ou a mãe, ou um cuidador em razão do HIV/Aids.

“Nosso apoio — e nosso compromisso — são inabaláveis ​​enquanto trabalhamos juntos para controlar e finalmente pôr fim a essa pandemia de uma vez por todas”, disse Tillerson.

* site em inglês