Pronunciamento do vice-presidente Pence durante uma reunião protocolar na OEA

CASA BRANCA
Gabinete do Vice-Presidente

Para divulgação imediata 7 de maio de 2018

Washington, DC

14h05 (horário de verão da Costa Leste dos EUA)

VICE-PRESIDENTE: Embaixador González, secretário-geral Almagro, embaixador Trujillo, representantes permanentes, ilustres membros do Congresso, embaixadores, todos os nossos convidados de honra, é com grande prazer que estou aqui na Câmara das Américas para discursar nesta sessão da Organização dos Estados Americanos. Obrigado pela honra de estar com você hoje. [Aplausos.]   

E, antes de tudo, trago saudações de um grande defensor da segurança, da prosperidade e da liberdade no Continente Americano. Trago saudações do 45º presidente dos Estados Unidos da América, o presidente Donald Trump. [Aplausos.]

Estou aqui hoje porque o Continente Americano é uma das principais prioridades de nosso governo e de nosso país. Sob a liderança do presidente Trump, os Estados Unidos sempre colocarão a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos em primeiro lugar. Mas os Estados Unidos primeiro não significam somente os Estados Unidos.

Nossa nação sempre se importou profundamente com nossos vizinhos do Continente Americano. Esta região está repleta de incontáveis culturas diversas, tradições distintas e identidades únicas, mas estamos todos unidos pela geografia, pela história e pela aspiração duradoura por liberdade.

O nosso continente sempre foi destinado a ser [um lugar] de liberdade, e essa visão é o motivo pelo qual a Organização dos Estados Americanos existe.

Há uma semana hoje, esta organização comemorou o 70º aniversário de sua fundação, quando 21 nações de todo o Continente Americano declararam ao mundo, e cito: “Que a missão histórica das Américas é oferecer (…) uma terra de liberdade.” E essa visão perdura até hoje.

Atualmente, esta instituição representa essencialmente todo o nosso Continente Americano. E os Estados Unidos estão orgulhosos orgulhosos de estar ao lado da OEA. E somos especialmente gratos pela liderança de princípios do secretário-geral Almagro. Obrigado por suas extraordinárias palavras hoje.

Como o presidente Trump disse, os Estados Unidos buscam “um futuro [em nosso continente] onde, em suas palavras, “as pessoas de cada país possam realizar seus sonhos”. E desde o primeiro dia de nosso governo, trabalhamos com nossos aliados e parceiros em toda a região na busca de nossos objetivos compartilhados.

No ano passado, os Estados Unidos e o México foram coanfitriões da Conferência sobre Prosperidade e Segurança na América Central, de caráter inaugural, e tive o privilégio de discursar nessa reunião. Também tive o privilégio de viajar para Colômbia, Argentina, Chile e Panamá, a fim de firmar laços mais fortes em toda a região.

E no mês passado, tive a honra de representar os Estados Unidos na 8ª Cúpula das Américas no Peru onde, em nome do presidente Trump, conclamei as nações livres do Continente Americano a enfrentar nossos desafios comuns, aproveitar nossas oportunidades compartilhadas e abraçar nosso futuro compartilhado de prosperidade e liberdade juntos.

Os Estados Unidos já deram passos cruciais para alcançar essa visão. Quando se trata de prosperidade, o presidente Trump adotou medidas decisivas visando desencadear [o potencial de] nossa economia como nunca antes. Neste momento em que estou diante de vocês hoje, ao longo dos últimos 15 meses, estamos revertendo regulamentações onerosas em números recordes, liberamos nossos recursos naturais ilimitados e promulgamos os maiores cortes de impostos e reformas tributárias da história americana.

Os resultados têm sido um Estados Unidos mais próspero. Empresas grandes e pequenas já criaram mais de 3,1 milhões de novos empregos. O desemprego em nosso país está em o nível mais baixo em 17 anos. E para os hispanos, tenho o prazer de informar que o desemprego nunca foi menor nos Estados Unidos. E empresas estão anunciando centenas de bilhões de dólares em investimentos em nossa economia e em nossos trabalhadores. Realizamos avanços extraordinários na recuperação da economia americana, que beneficia todas as nações das Américas.

A Carta da OEA diz, e cito: “A cooperação econômica é essencial para [nosso] bem-estar comum”, e o é. Tenho a satisfação de informar que os Estados Unidos são o parceiro comercial número um no continente americano e que, de longe, somos a maior fonte de investimento estrangeiro direto na região como um todo. De fato, esta nação comercializa quase três vezes mais com nossos vizinhos no Continente Americano, assim como fazemos com a China.

Hoje, temos uma tremenda oportunidade de firmar relações comerciais ainda mais fortes que, nas palavras do presidente Trump, são “livres, justas e recíprocas”. E após anos de conversa, nosso governo está focado em ações e resultados para melhorar nossas relações econômicas em todas as Américas.

No ano passado, tivemos êxito ao expandir o acesso a produtos agrícolas vitais na Colômbia e na Argentina. Também estamos fortalecendo nossas parcerias de energia e infraestrutura no Chile, no Brasil e em toda a região. E, enquanto falamos, os Estados Unidos estão trabalhando de perto com o Canadá e o México com o objetivo de modernizar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte e garantir que o espírito original do acordo seja mantido.

Permitam-me agradecer aos muitos países que demonstraram coragem para buscar reformas econômicas a fim de capacitar criadores de empregos, inovadores e igualmente cidadãos da Argentina à Jamaica, e a muitos outros países. O presidente Trump e eu acolhemos suas ações ousadas, e estamos ansiosos para expandir nossos laços de comércio e intercâmbio por muitas gerações futuras.

Mas à medida que nos esforçamos para expandir as oportunidades para nossos cidadãos, todos nós nunca nos esqueceremos que a segurança é a base de nossa prosperidade. E sob a liderança do presidente Donald Trump, os Estados Unidos continuam empenhados em trabalhar com nossos aliados e parceiros a fim de garantir a segurança e a proteção de nosso povo em todo o continente.

Desde a sua criação, a OEA desempenhou um papel central no fortalecimento de parcerias de segurança em toda a região, e isso ainda é verdade hoje em dia. Neste exato momento, há muitos perigos espalhados por nossa região, e nossos cidadãos os veem, de uma forma ou de outra, todos os dias.

Nós vemos as gangues e as organizações criminosas que assolam nossas cidades grandes e pequenas, introduzindo o crime e semeando o medo em nossas comunidades. Vemos as drogas ilegais que envenenam nossos filhos, destroem nossas famílias e ceifam muitas vidas promissoras.

E em nossas fronteiras, vemos a ameaça de criminosos cruéis, traficantes de seres humanos, traficantes de drogas e até mesmo terroristas radicais.

Os Estados Unidos, com a forte parceria de muitas de suas nações, negam a entrada de sete terroristas conhecidos ou suspeitos todos os dias. Pensem nisso. Interrompemos a tentativa de locomoção de 50 terroristas conhecidos ou suspeitos que tentam entrar em nosso país toda semana. Isso é mais do que 2.500 anualmente.

Agora, mais do que nunca, por todas essas razões, nossa cooperação em segurança é vital para a segurança de nosso continente. E o presidente Trump não tem prioridade maior do que a segurança e a proteção do povo americano. Sob sua liderança, trouxemos novos recursos, ferramentas e as pessoas certas em todos os níveis da segurança americana.

E é por isso que é crucial, no momento em que me junto a vocês hoje, observar que é fundamental que o Senado dos Estados Unidos confirme que a indicada do presidente Trump, Gina Haspel, ocupe o cargo de diretora da Agência Central de Inteligência.

Gina Haspel que conheço pessoalmente é uma líder detentora de uma experiência inigualável na Agência Central de Inteligência. Ela tem dedicado sua vida a proteger nossa nação. E quando confirmada, Gina Haspel será a primeira diretora a passar sua carreira a serviço da CIA, e será a primeira mulher a ocupar essa posição essencial. Ela tem a confiança do presidente e de toda nossa equipe. E como o presidente disse hoje cedo, ela não é apenas uma indicada altamente respeitada, mas está entre as mais qualificadas que algum dia servirão nesse cargo.

Infelizmente, alguns ainda estão fazendo política com sua nomeação, apesar de seu apoio bipartidário ter sido esmagador. Enquanto eu discurso para vocês hoje, Gina Haspel conta com o apoio de ex-diretores da CIA de governos passados representando os dois partidos políticos, incluindo Leon Panetta, John Brennan e Michael Hayden. E hoje, nós conclamamos o Senado dos Estados Unidos a colocar a segurança e a proteção do povo americano em primeiro lugar e confirme Gina Haspel como diretora da Agência Central de Inteligência o mais rápido possível.

Além de nossa forte liderança e forte colaboração com outras nações, tenho o prazer de informar que os Estados Unidos também estão adotando medidas a fim de promover nossa segurança e apoiar a segurança em toda a região. Estamos protegendo nossas fronteiras, aplicando nossas leis, removendo integrantes perigosos de gangues, traficantes de drogas e criminosos violentos de nossas ruas a um ritmo nunca visto anteriormente.

Somente no ano passado, nosso governo, através do Departamento de Justiça, prendeu quase o dobro de membros da gangue MS-13, comparado ao ano anterior. E enquanto falamos, nossos agentes de aplicação da lei em todos os níveis estão trabalhando para acabar com essa ameaça de uma vez por todas. Também tomamos medidas significativas visando fortalecer nossas parcerias com nações como a sua em toda a região.

Nossos esforços incluem a Iniciativa de Segurança da Bacia do Caribe, trabalhando para interromper o fluxo de drogas, expandindo a colaboração de segurança com o México e parcerias de segurança com uma ampla gama de países da América Central com o intuito de combater o crime organizado. Continuaremos também a aprofundar nossas relações de segurança na América do Sul, especialmente a fim de impedir o cultivo e o comércio de drogas ilegais.

Mas de todas as ameaças de segurança que nossa região enfrenta, uma é mais insidiosa do que todas as outras e isso é, em última instância, o câncer da corrupção.

As nações aqui representadas sabem muito bem: a corrupção incentiva os criminosos cruéis; compromete a segurança pública. A corrupção corrói os fundamentos da democracia; isso prejudica a confiança no governo. E à medida que a corrupção cresce, a liberdade e a prosperidade definham.

No mês passado, em um consenso sem divisões, algo que não se via há mais de uma década, todas as nações da Cúpula das Américas endossaram o Compromisso de Lima sobre “Governança Democrática contra a Corrupção”. Acreditamos que essa foi uma declaração importante e enviamos uma mensagem poderosa de que as nações livres do Continente Americano estão unidas em nosso compromisso de eliminar a corrupção de nosso meio. E posso garantir que os Estados Unidos continuarão a trabalhar com nossos aliados e parceiros a fim de promover essa causa crucial.

E também trabalharemos de maneiras novas e renovadas para promover a democracia em todo o continente, pois a maior corrupção de todas é quando as pessoas perdem sua voz, seu voto e a liberdade que lhes foi concedida por Deus, e quando o governo representativo dá lugar à ditadura e ao despotismo.

A Carta da OEA declara que e eu cito: “A democracia representativa é uma condição indispensável para (…) estabilidade, paz e desenvolvimento.” E todos os dias, as nações livres de nosso continente confirmam a verdade contida nessa declaração.

Este ano, os cidadãos de toda a região votarão para escolher seus líderes e traçar seu futuro, desde a Colômbia ao Brasil, aos Estados Unidos e até outras nações.

No entanto, mesmo quando celebramos esse exercício de liberdade, a nuvem escura da tirania ainda paira sobre muitos de nossos vizinhos neste continente.

Em Cuba, a mais longa ditadura sobrevivente no continente americano ainda se apega ao poder. Por quase 60 anos, a família Castro minou sistematicamente a riqueza de uma grande nação e do povo cubano. Embora o nome Castro esteja se desvanecendo, a opressão e o estado policial que eles impuseram estão mais poderosos do que nunca.

Hoje, os Estados Unidos mais uma vez estão com o povo cubano em sua defesa pela liberdade. Nossos dólares não mais financiarão os serviços militares, de segurança e de inteligência de Cuba o núcleo desse regime. E neste governo, nos levantaremos e sempre diremos “¡Que viva Cuba libre!” [Aplausos.]

Mas os líderes de Cuba nunca se contentaram em sufocar apenas a liberdade de seu povo. Por gerações, esse regime comunista procurou exportar sua ideologia fracassada por toda a região. E hoje, as sementes da tirania cubana estão dando frutos na Nicarágua e na Venezuela.

Na Nicarágua, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas para mostrar sua indignação pelo antigo líder socialista e sua exigência de voltar à ordem democrática. Mas o governo repressivo de Ortega respondeu com força letal, matando dezenas de manifestantes pacíficos e fechando os meios de comunicação independentes que ousaram expor suas ações mortais através de coberturas jornalísticas.

Os Estados Unidos condenam essas ações brutais nos termos mais fortes possíveis. Pedimos ao governo de Ortega que permita o acesso da Comissão Interamericana de Direitos Humanos na Nicarágua. E nos unimos a nações em todo o mundo exigindo que o governo de Ortega responda às demandas do povo nicaraguense por reformas democráticas e faça com que os responsáveis pela violência prestem contas. O povo da Nicarágua merece mais do que o agravamento da repressão do governo de Daniel Ortega. [Aplausos.]

No entanto, mais do que qualquer outra nação em nosso continente, na Venezuela, a tragédia da tirania está totalmente à mostra. E a culpa pode ser atribuída diretamente a um homem: Nicolás Maduro.

Maduro prometeu a seu povo que ele restauraria a prosperidade, mas conseguiu apenas aprofundar ainda mais a pobreza. Ele prometeu segurança e proteção, mas a Venezuela está agora devastada pelo caos e pelo crime desenfreado. Ele prometeu ao povo da Venezuela grandeza renovada, mas causou sofrimento àquela nação.

Como esta organização sabe bem, a Venezuela já foi uma das nações mais ricas do nosso continente. Agora é surpreendentemente uma das mais pobres. Neste exato momento, quase 9 em cada 10 venezuelanos vivem em uma pobreza esmagadora. Oportunidades se evaporaram, com uma economia reduzida à metade e se encolhendo a cada dia que passa.

Os supermercados da Venezuela estão praticamente vazios, com alimentos e necessidades diárias impossíveis de encontrar. Hospitais carecem de suprimentos médicos mais básicos. E somente no ano passado, a taxa de mortalidade infantil na Venezuela aumentou 30% e taxas de mortalidade materna dispararam em torno de 66%.

E todos os dias, cerca de 5 mil venezuelanos fogem de sua terra natal. É o maior êxodo em massa transfronteiriço da história do continente americano.

Na realidade, tive a oportunidade de conhecer algumas das famílias impactadas e absorvidas por esse êxodo.

No terceiro trimestre passado, em Cartagena, Colômbia, uma avó venezuelana contou a mim e à minha esposa sobre como as crianças venezuelanas tinham de se levantar às quatro horas da manhã em seus vilarejos para conseguir um vale que poderiam trocar no final da tarde por um único pedaço de pão. Ela havia resgatado seus netos apenas uma semana antes de nos conhecermos. Mas a maioria não teve tanta sorte.

No mês passado, em Lima, conheci quatro líderes corajosos da oposição venezuelana – dois dos quais, fui informado, estão aqui hoje – Julio Borges, Carlos Vecchio, David Smolansky e Antonio Ledezma. Esses quatro homens são grandes defensores da democracia em sua terra natal e têm nosso respeito. [Aplausos]

Tendo tomado uma posição pela liberdade em sua terra natal, eles foram forçados a fugir da ira do regime, mas descreveram para mim – descreveram para mim, em meticulosos detalhes, como Maduro corrompeu sistematicamente as eleições seguintes e como ele substituiu a outrora grande democracia da nação pela ditadura.

A verdade é que os venezuelanos escolheriam um caminho melhor se pudessem. Mas sob a liderança de Nicolás Maduro, nunca terão essa chance.

As ditas eleições na Venezuela, marcadas para o dia 20 de maio, não serão mais do que uma fraude e uma farsa. O regime de Maduro já encheu os tribunais venezuelanos e o Conselho Eleitoral com seus comparsas. Proibiu a presença de grandes partidos. Impediu líderes da oposição de se candidatarem, reprimiu uma imprensa livre, encarcerou seus inimigos políticos, incluindo mais de 12 mil detenções com motivação política.

No próprio dia da eleição, o regime de Maduro já deu todas as indicações de que recorrerá a seu padrão autoritário: manipular os dados eleitorais, mudar os locais de votação no último minuto possível e se engajar em intimidação generalizada e até [recorrer à] violência.

Em suma, não haverá eleição real na Venezuela em 20 de maio, e o mundo sabe disso. Será uma eleição falsa, com um resultado falso. Maduro e seus acólitos já garantiram que seu reinado de corrupção, crime, narcotráfico e terror terá continuidade.

E é por isso que hoje nós lançamos um apelo a Maduro e seu regime: suspenda essa eleição simulada. Realize eleições reais. Dê ao povo da Venezuela escolhas reais porque o povo venezuelano merece viver mais uma vez na democracia. [Aplausos]

A cada dia, a Venezuela se torna ainda mais um Estado falido. E fazemos bem em lembrar, Estados falidos não conhecem fronteiras.

O colapso da Venezuela já está afetando as economias da região. Está disseminando doenças infecciosas que haviam sido erradicadas em nosso continente. Está dando aos traficantes de drogas e às organizações criminosas transnacionais novas oportunidades para colocar nosso povo em risco. E à medida em que a Venezuela continua a entrar em colapso, as consequências irão repercutir no continente em geral, afetando todos os nossos países.

O presidente Trump deixou claro: os Estados Unidos não ficarão parados enquanto a Venezuela desmorona. [Aplausos.] Já impusemos sanções financeiras rígidas a mais de 50 atuais e ex-altas autoridades venezuelanas, e cortamos o chamado “Petro” do sistema financeiro dos Estados Unidos.

E hoje tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos estão designando três venezuelanos com ligações diretas ao regime de Maduro como “chefes” do tráfico de narcóticos. Congelamos seus ativos, bloqueamos seu acesso à nossa nação, para que eles não possam mais envenenar nosso povo com suas drogas mortais. [Aplausos.]

Nós também temos demonstrado o coração do povo americano. Os Estados Unidos também estão fornecendo US$ 2,5 milhões para ajudar a atender às necessidades de venezuelanos vulneráveis ​​que agora vivem na Colômbia. E no mês passado, em Lima, tive o privilégio de anunciar que nossa nação disponibilizará quase US$ 16 milhões em toda a região para apoiar os venezuelanos que fugiram da tirania de sua terra natal.

Para ser claro, os Estados Unidos, juntamente com muitos de vocês, estão prontos para fazer mais – muito mais – para apoiar diretamente o povo venezuelano. Porém, mais uma vez, como no caso da democracia, quando se trata de ajuda humanitária ao povo sofredor da Venezuela, um homem é um empecilho.

Há meses, Nicolás Maduro tem se recusado permitir a entrada de assistência humanitária na Venezuela. Ele realmente afirma que não há crise humanitária, mesmo quando seu país entra em colapso alastrando pobreza ao seu redor.

Portanto, hoje, dizemos a Nicolás Maduro e a todo o seu regime: chegou a hora de abrir a Venezuela à ajuda internacional e faça-o agora. [Aplausos.] Todos os dias que você não – todos os dias, o seu “não” é outro dia em que pessoas inocentes passam fome e morrem – homens, mulheres e crianças – e milhões de pessoas fogem do seu país em busca de uma vida melhor.

Permitam-me aproveitar o momento para agradecer a muitas nações aqui que já tomaram medidas para abrigar e ajudar o povo venezuelano. Permitam-me também agradecer a todos aqueles que se apresentaram para repreender e isolar o ditador Maduro e todos os membros de seu regime.

No ano passado, muitos de seus países já adotaram uma série de medidas louváveis ​​para enviar uma mensagem a Maduro. No mês passado, na Cúpula das Américas, tivemos a satisfação de ver 15 nações se unirem aos Estados Unidos para declarar que as próximas eleições na Venezuela carecem de credibilidade e legitimidade e exigir que Maduro realize uma eleição real, livre, justa e transparente. Essa declaração em Lima, Peru, estava de acordo com as melhores tradições deste continente de liberdade, e enalteço todas as nações que se juntaram [a nós].

E no cenário mundial, na semana passada, o Fundo Monetário Internacional censurou a Venezuela por seu repetido fracasso em cumprir as obrigações do tratado e sua falta de transparência econômica. Esse é mais um sinal de um crescente consenso internacional de que o regime de Maduro deve ser responsabilizado, e vamos continuar a exercer mais pressão no futuro.

Mas todos esses passos não são suficientes. Acreditamos que é hora de fazer mais – muito mais. Toda nação livre reunida aqui deve tomar medidas mais fortes para se posicionar em apoio ao povo venezuelano e enfrentar seus opressores.

Hoje, em nome do presidente Trump e do povo dos Estados Unidos, apelo a todos os nossos vizinhos amantes da liberdade neste continente para que tomem três ações concretas:

Chegou a hora, em primeiro lugar, de impedir que os líderes corruptos da Venezuela lavem dinheiro através de seus sistemas financeiros.

Em segundo lugar, chegou a hora de decretar restrições de visto que impeçam que líderes da Venezuela entrem em suas nações.

E finalmente, apelamos a todas as nações amantes da liberdade em todo o continente que responsabilizem Maduro por destruir a democracia da Venezuela.

Essa liderança, exemplificada pelo secretário-geral e por muitos dos líderes reunidos aqui, é essencial para alcançar o objetivo de restaurar a democracia para o bom povo da Venezuela, e nós os encorajamos, com grande respeito, a considerar essas ações e colocá-las em prática rapidamente.

Todos assinamos a Carta Democrática Interamericana, que declara, e eu cito: “Os povos das Américas têm direito à democracia (…) e seus governos têm a obrigação de promover e defender [a democracia].”

A Venezuela repudiou essa promessa, senhores e senhoras. E a prova está se desenrolando diante de nossos olhos. Portanto, hoje, em nome dos Estados Unidos da América, conclamamos os membros desta instituição para que defendam nosso compromisso de longa data com a democracia e a liberdade. Exortamos os membros da OEA a suspender a Venezuela da Organização dos Estados Americanos. [Aplausos.] Esta é uma instituição dedicada à democracia.

Devemos fazer isso porque, como o presidente Trump afirmou, uma “Venezuela estável e pacífica é do interesse de todo o nosso continente”. No entanto, mais importante, devemos fazer isso apenas porque é o correto. O povo da Venezuela merece a democracia. Eles merecem esta instituição todos os seus vizinhos para fazer jus à nossa palavra uma palavra que demos uns aos outros há 70 anos. O povo da Venezuela merece recuperar sua liberdade.

E ao encerrar, agradeço a todos pela honra de poder discursar a vocês. E também por encerrar com confiança, porque acredito que haverá um dia, como declarou Simón Bolívar, haverá um dia em que “o povo que ama a liberdade será, no final, livre”. A Venezuela será uma nação livre e democrática mais uma vez. [Aplausos.]

Homens e mulheres da OEA, todas as nações reunidas aqui, vivemos no Novo Mundo. E o Novo Mundo sempre foi destinado a ser um continente de liberdade. A liberdade sempre deu a nossas nações um propósito. Sempre uniu nossos povos em torno de uma causa comum. E a liberdade sempre será nossa fonte de força neste Novo Mundo e a fundação mais segura para um futuro mais brilhante. Isso sempre foi verdade antes. E neste Novo Mundo, sempre será verdade no futuro.

Saibam que, momentos atrás, eu estava dentro do Salão dos Heróis. Fiquei maravilhado com os grandes líderes da liberdade que estão imortalizados no local. Nos longos anais de nossa história compartilhada, nomes como Bolívar, San Martín, Martí, estão no mesmo nível de Washington, Jefferson e Lincoln. E nos reunimos aqui hoje, inspirados por sua coragem e seu sacrifício.

E também nos reunimos aqui hoje, espero, determinados a viver de acordo com o exemplo deles; a estarmos dispostos a fazer em nossa época, em nome da liberdade, o que eles estavam preparados para fazer na época deles; e a provarmos que somos dignos da liberdade que eles nos asseguraram.

Hoje, vamos nos dedicar novamente ao nosso ideal mais apreciado. E tenhamos fé fé de que, ao passarmos por esta jornada, nunca iremos sozinhos. A verdade é que a liberdade não é uma causa exclusivamente nossa. Eu realmente acredito de todo meu coração, como a Bíblia diz, “onde está o espírito do Senhor, ali há liberdade”.

E assim, quando lutamos por liberdade, tornamos nossa Sua causa nesta Terra. E com a coragem de nossos cidadãos, com a convicção de nossos líderes, com a forte liderança do presidente Donald Trump e a parceria aqui representada na OEA, e com a ajuda de Deus, sei que este Novo Mundo um dia se tornará finalmente e de maneira plena o continente da liberdade que sempre esteve destinado a ser.

Portanto, obrigado. Que Deus os abençoe. Que Deus abençoe todas as nações representadas aqui. E que Deus abençoe os Estados Unidos da América. [Aplausos.]

FIM 14h35 (horário de verão da Costa Leste dos EUA)